Torcida do Sapão

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Mogi Mirim 1x1 Corinthians - 7ª Rodada

A maior inovação do Corinthians no primeiro tempo foi a camisa amarela, que estreou neste domingo em homenagem à Copa do Mundo no Brasil. Os homens que a vestiram, porém, voltaram a apresentar sérias dificuldades na criação de jogadas ofensivas. Mais dinâmicos, Romarinho e Emerson até trocaram alguns passes e se entenderam bem - o primeiro, inclusive, quase marcou de letra na melhor chance que o time teve. Mas tudo não passou de um lampejo.

O Mogi teve maior volume de jogo, com os rápidos Elanardo e Serginho dando suporte ao veterano Fernando Baiano, estreante da noite. Em um camarote, o presidente e ainda jogador Rivaldo aplaudiu cada tentativa do reforço. Nas jogadas aéreas, o Sapão se aproveitou da falta de comunicação dos defensores corintianos.

Na falha mais grave, ninguém subiu para conter a cabeçada do zagueiro Mirita após cobrança de escanteio. Aos 37, ele fez 1 a 0 para o Mogi. A sorte do Corinthians é que o artilheiro da noite foi generoso: seis minutos depois, ele desviou um cruzamento de Uendel para as próprias redes. O empate não mascarou o fraco desempenho ofensivo do Timão – Ramírez e Zé Paulo definitivamente não são as soluções para a falta de criação.

As arquibancadas vazias só contribuíram para o clima morno da partida. Os corintianos, ressabiados, cantaram muito pouco e preferiram se concentrar nos protestos: “Ou joga por amor, ou joga por terror”, “Greve é o c...” e “Tem de ser homem para jogar no Coringão” foram as frases escolhidas.

Cansado de sofrer com a inoperância de seu meio-campo, Mano Menezes resolveu abrir o jogo pelos lados, acionando os ofensivos Fagner e Uendel pelas laterais. O toque de bola mais preciso abriu espaços na fraca defesa do Mogi Mirim, mas o Corinthians abusou dos gols perdidos. A falta de pontaria pode até passar pelos treinamentos de Mano, mas passa muito mais pela péssima fase que alguns vivem desde o ano passado.
As entradas de Guerrero e Danilo deixaram o Timão mais agudo, e o Mogi ficou na dele, tentando se defender em busca de um contra-ataque. Romarinho foi quem mais tentou, e quase marcou para o Timão num chute que acertou a trave, após cruzamento de Uendel. Mirita, personagem do jogo, ainda foi expulso aos 41, por falta violenta em Emerson.
A pontaria é o principal problema a ser resolvido por Mano Menezes. A uma semana de um clássico com o Palmeiras, a melhora no fundamento será determinante para que a crise não tome proporções ainda maiores no Parque São Jorge.

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